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Sarau poético-literário assinala centenário do nascimento do escritor Manuel Ferreira

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11 Julho 2017

A obra literária do escritor Manuel Ferreira vai ser o tema central de um sarau poético-literário, dia 18 de julho, às 21:30, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, uma iniciativa integrada nas comemorações do centenário do nascimento deste escritor leiriense que se assinala neste dia.

O programa abre com uma intervenção de João Bonifácio Serra, que apresenta uma nota biográfica sobre Manuel Ferreira.

A segunda parte do sarau é dedicada à poesia, com apresentação de uma seleção de poemas de autores africanos divulgados por Manuel Ferreira, com a participação de Cristina Nobre, David Teles, Helena Espírito Santo, Isabel Soares, José Pires Laranjeira e José Vaz.

O programa prevê ainda um momento musical, com a participação de Martinho Nunes e José António Monteiro.

Esta iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Leiria, conta com a colaboração de Helena Espírito Santo, que efetuou a seleção de textos, e tem como parceiros a União das Freguesias de Marrazes e Barosa, Museu Escolar de Marrazes, Escola Secundária Afonso Lopes Vieira e Agrupamento de Escolas de Marrazes.

Manuel Ferreira
A obra ensaística e literária de Manuel Ferreira está profundamente marcada pela sua vivência africana. Através dela, expressa a repressão do colonialismo e do regime nas comunidades onde marcou presença.

O seu estudo e pensamento sobre a literatura africana é hoje incontornável para a investigação nesta área.

Natural de Gândara dos Olivais, Leiria, onde nasceu dia 18 d julho de 1917, estreou-se como escritor em 1944 com a publicação do romance Grei, seguindo-se a Casa dos Motas (1956). Ambas as obras integram-se claramente na corrente neorrealista que despontava na época.

Seguiram-se os seus romances de inspiração africana. Em meados dos anos 70 do século XX, já em Portugal, criou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa uma cátedra dedicada à Literatura Africana de Expressão Portuguesa.

Na sua atividade de escritor colaborou e fundou diversas revistas literárias, nomeadamente, África – Literatura, Arte e Cultura. Publicou vários livros de literatura para a infância.

Recebeu ainda diversos prémios, com Morabeza, em 1958, o Prémio Fernão Mendes Pinto, com Hora Di Bai, em 1968, o Prémio Ricardo Malheiros e, em 1967, o Prémio da Imprensa Cultural para A Aventura Crioula. Em 1991, foi distinguido com o título de cidadão honorário da cidade de Mindelo (Cabo Verde) pelo seu papel de divulgador e estudioso das literaturas dos PALOP.

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