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Rede Cultura 2027: 25 municípios assinam manifesto de adesão

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22 Fevereiro 2019

Esta sexta-feira, dia 22 de fevereiro, marca o arranque oficial da Rede Cultura 2027, com a assinatura, em Leiria, pelos 25 municípios que, para já, compõem o seu Conselho Geral, do compromisso que define a sua participação neste projeto, pioneiro ao nível das parcerias entre comunidades intermunicipais, e que pretende fomentar a criação de uma rede de cidades e vilas que vão cooperar no domínio das artes, da cultura e do conhecimento.

Para além do conjunto de autarquias, integrantes de uma região que se estende entre a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, à CIM do Oeste e até da CIM do Médio Tejo, o Conselho Geral é composto, ainda, pelo Instituto Politécnico de Leiria (IPL), pela Associação Empresarial de Leiria (NERLEI) e pela Diocese de Leiria-Fátima. Poderá vir a integrar, num futuro próximo, também o Instituto Politécnico de Tomar.

"Este projeto é a bandeira cultural de todo este território", considerou Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria e porta-voz do Conselho Geral, sublinhando a "riqueza cultural destes municípios" e a possibilidade que esta ligação em rede proporcionará aos cidadãos, em relação à oferta cultura que passarão a ter ao seu dispor.

Partilha de criações e recursos
Nesta, que foi a primeira reunião do Conselho Geral, os representantes de cada município foram unânimes em reconhecer as potencialidades desta parceria, assinando o 'Manifesto Rede Cultura 2027' que prevê "a partilha de criações e recursos artísticos e culturais no território que abrangem".

"Com a constituição desta Rede, a candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027 que o município de Leiria decidiu preparar, para ser oportunamente submetida ao processo de seleção nacional, passa a dispor de um quadro colaborativo entre estruturas e instituições mais amplo e envolvimento alargado de agentes no campo artístico e cultural", destaca o documento.

Define ainda que estes municípios parceiros "colaborarão com os seus próprios meios na constituição de uma rede alargada de criação e divulgação centrada no conhecimento, na arte e na cultura".

"Tendo presente que a articulação entre arte e cultura e educação é mutuamente positiva, queremos melhorá-la", refere ainda o manifesto assinado que reconhece também a existência de "um deficit de participação coletiva na vida cultural", pretendendo, por isso, "contribuir para o aumento dessa participação".

Para além disso, os municípios signatários dizem querer "destacar a cultura como traço de união entre povos com origens e trajetos históricos distintos" e, por isso, a ligação num projeto partilhado entre todos "reforça a criação e a inovação, atrai talento e dissemina-o no território".

Um outro aspeto que o manifesto destaca é que esta ligação em rede permite "conferir mais escala aos projetos de cada uma (vila ou cidade), assegurar maior mobilidade aos criadores e agentes culturais, científicos e tecnológicos, encontrar apoios e estímulos financeiros de dimensão mais vigorosa".

Em suma, consideram os municípios, a Rede Cultura 2027 permite "diversificar a oferta cultural, fortalecer o património cultural enquanto recurso partilhado por um número mais amplo de cidadãos e redimensionar o turismo cultural".

Após a assinatura, cada vila e cidade parceira desta Rede vai, agora, elaborar "acordos específicos de cooperação no âmbito artístico, cultural e do conhecimento".

Rede inédita e ambiciosa
A relevância desta inovadora parceria foi destacada, logo no início da cerimónia por João Bonifácio Serra, coordenador do Conselho Estratégico da Candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura 2027, que classificou a Rede Cultura 2027 como "uma rede de criação, conhecimento e disseminação artística e cultural, tão inédita quanto ambiciosa".

Ambiciosa pela dimensão, diversidade de atores e organizações e pelo propósito de criação de uma candidatura europeia, esclareceu, considerando inédita a "dimensão colaborativa que passa a ser um dos seus elementos estruturais, e possibilita a conjugação de agendas, a circulação de projetos e, sobretudo, o estabelecimento de plataformas comuns de criação, produção e comunicação cultural".

"Estamos a sinalizar, em concreto, que as cidades não são ilhas, mas arquipélagos, e que a variedade das identidades de cada ilha não constitui obstáculo, antes uma vantagem, na edificação de um património colectivo", destacou na sua intervenção, frisando que a Rede permitirá sublinhar transversalidades (sejam geográficas, culturais ou de outra natureza), a participação das comunidades, a mobilização de múltiplos espaços para a programação, a disseminação territorial e a articulação com as organizações do território, entre outros.

"É nossa convicção que a Rede permitirá ampliar o território destes 25 municípios, tanto no plano institucional como no plano simbólico", afirmou ainda, adiantando que a Rede Cultura 2027 "provocará decerto uma redescoberta de todo este território central do País". E caraterizou o que considerou o mais importante desta redescoberta: "as relações por vezes sofridas com a Europa e o resto do Mundo, a permanência e a mudança, serra, vale e planície, ancestralidade e empreendedorismo, resignação por vezes, combatividade, aspiração utópica e desejo de futuro".

Humor e cultura de mãos dadas
O arranque da Rede Cultura 2027 foi marcado, ainda, por um ato simbólico de união entre os municípios aderentes, o IPL, a Nerlei e a Diocese de Leiria-Fátima, traduzida numa 'foto de família'. Mas também por um outro momento de partilha, mais descontraído, em que cada município se fez acompanhar por um símbolo municipal que cada autarca apresentou e ostentou com orgulho.

Foi um momento de humor e descontração, simbólico, no fundo, do que esta parceria representa também: uma ligação que corresponde a uma vontade espontânea e natural com que cada cidade e vila adere a esta inovadora rede cultural.

A Rede Cultura 2027
De salientar que este projeto começou a ser delineado em 2015, com a intenção de Leiria assumir a candidatura a Capital Europeia da Cultura. Nos dois anos seguintes, foi constituído um grupo de missão que, após um exaustivo estudo e trabalho, concluiu pela constituição de uma Rede, tendo como prioridade a Cultura, à qual se foram associando os vários municípios e que são, atualmente, 25.

São estes que dão forma a esta rede, participando na preparação e apresentação do programa da candidatura.

No decorrer do ano de 2018, foi criado um Conselho Estratégico do projeto, liderado por João Bonifácio Serra, bem como um órgão executivo, liderado pela empresa Musicalmente.

O arranque oficial da Rede Cultura 2027 teve lugar esta sexta-feira, 22 de fevereiro, com a assinatura do documento-compromisso, mas, em paralelo, têm decorrido e continuam a realizar-se encontros e reuniões, envolvendo os elementos do projeto e os agentes culturais de cada um dos municípios. Este trabalho no terreno permitirá a criação de uma base de dados digital, que possibilitará conhecer a oferta cultural de cada um destes parceiros.

Entre março e junho, serão realizados nove encontros em igual número de municípios, uma ação intitulada 'Prelúdio de Ideias em Nove Andamentos'. No final, este conjunto de atividades permitirá ao Conselho Estratégico coligir as principais conclusões e prioridades culturais a integrar o documento da candidatura.

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