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A sepultura e os rituais

A escavação minuciosa da sepultura permitiu a reconstituição do ritual de enterramento.

Depois de escavar uma pequena fossa e queimar ali um pequeno ramo de pinheiro-silvestre (Pinus sylvestris), a criança foi embrulhada numa mortalha tingida com ocre vermelho. A cabeça estava ligeiramente inclinada para a esquerda e os pés bem juntos, enquanto os braços se estendiam ao longo do corpo, com a mão direita sobre a anca do mesmo lado. As pernas encontravam-se ligeiramente flectidas. Junto ao pescoço foi recolhida uma concha de um bivalve marinho (Littorina obtusata) que integraria um colar. A recolha de quatro dentes de veado perfurados junto aos fragmentos do crânio sugere, por seu lado, a existência de uma touca ou de um diadema.

Estes dados demonstram que durante o Paleolítico Superior Inicial, uma criança de quatro anos era já objecto de um ritual fúnebre.

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