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Leiria lembrou terramoto de L’Aquila para promover prevenção

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14 Julho 2014

O testemunho de um casal que sobreviveu ao terramoto de L’Aquila, Itália, em 2009, marcou o seminário promovido pela Câmara de Leiria que teve lugar esta segunda-feira, alertando para a importância da prevenção e da necessidade de regras mais apertadas ao nível da construção, sobretudo em territórios de maior atividade sísmica.

Na abertura do seminário intitulado “Sismo de L’Aquila - Aspetos Ambientais e Sociais”, Umberto Giancarli e Lucia Ciambotti deram o seu testemunho sobre as medidas de apoio prestadas à comunidade de L´Aquila após o sismo e as alterações que a cidade sofreu em termos sociais e ambientais.

O casal sublinhou, contudo, que foram ignorados vários sinais que antecederam a tragédia. “Houve muitos pequenos sismos, que fora aumentando de intensidade”, recordou Lucia Ciambotti.

Umberto Giancarli reforçou esta ideia, lembrando que, seis dias antes do terramoto que provocou 309 mortos e que atingiu a magnitude de 6,3 na escala de Richter, nove pessoas que representavam o poder político e instituições ligadas a esta área concluíram “que não existiam motivos para pensar que ia acontecer um grande terramoto”.

“Este foi o primeiro grande erro do governo e da autoridade política em l’Aquila. Esta não é a melhor maneira de gerir uma situação de pré-emergência”, argumentou, lamentando “as deficiências de construção num território propenso a atividade sísmica”, um factor que potenciou ainda mais a tragédia, razão pela qual, defendeu, “as regras e controle sobre a construção têm que ser muito apertadas”.

Os bombeiros que caíram do céu

 

O casal criticou ainda a forma como as forças de segurança e proteção civil restringiram a liberdade daqueles que tiveram de viver durante meses num campo criado para os refugiados de L’Aquila, bem como a impossibilidade dos cidadãos participarem na reconstrução da sua cidade, mas enalteceu o “humanismo do trabalho das forças de socorro”, em especial aquele realizado “pelos bombeiros, autênticos anjos que caíram do céu”, elogiou Umberto Giancarli.

O seminário, promovido pela autarquia no teatro Miguel Franco, através da sua Divisão de Proteção Civil e Bombeiros de Leiria, em colaboração com as corporações de bombeiros de Leiria, teve como objetivo defender a ideia de que todas as pessoas devem, em qualquer parte do mundo, estar sensibilizadas e preparadas para situações desta natureza, para saberem como atuar e reagir e, deste modo, diminuir a perda de vidas e bens.

Na abertura da iniciativa, o responsável pela Divisão de Proteção Civil e Bombeiros de Leiria, Artur Figueiredo, recordou que “os sismos provocam todos os anos a morte, o ferimento”, bem como “milhares de desalojados em todo o mundo”, sendo responsáveis pela destruição de muitas infraestruturas.

As réplicas têm-se sucedido desde o terramoto de 06 de Abril, provocando a morte de 309 pessoas, milhares de deslocados e a destruição de grande parte dos edifícios da cidade, testando a capacidade de resposta e de reabilitação por parte da Proteção Civil Italiana e Europeia.

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