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Professores debateram a escola que queremos

Escola queremos 1 1 675 2500
28 Novembro 2014

"Como educar para o século XXI?" foi o mote da apresentação do livro "Que Escola", de Maria Eduarda Moniz dos Santos, que foi apresentado esta quarta-feira pela professora Isabel Antunes a uma plateia de cerca de 120 professores e diretores de escolas públicas e privadas.

A vereadora da Educação da Câmara de Leiria, Anabela Graça, abriu a sessão de trabalho salientando "a arte natural que os líderes das escolas têm para estimular e inspirar de forma eficaz os que estão à sua volta, a constante predisposição para a resolução de problemas, a capacidade para liderar equipas pedagógicas e de mobilizar as famílias, bem como de questionar o trabalho realizado dentro da sala de aula".

A sessão, promovida pela Câmara Municipal de Leiria, evidenciou o contraste entre a escola que temos e a escola que queremos, destacando a importância de a escola ser uma escola cidadã, que valorize o conhecimento, mas também as competências individuais e socias dos seus alunos. Por outro lado, a valorização na escola do trabalho interdisciplinar e do conhecimento científico como cultura, na perspetiva da formação de cidadãos aprendentes, autónomos e interventivos ao longo da vida, são outras das perspetivas defendidas pela autora.

Na segunda parte da iniciativa, cinco diretores foram convidados a apresentar, em cinco minutos, uma preleção em torno de cinco temas agregadores do desafio que constitui a liderança escolar na "Escola que queremos".

As conclusões:
A escola deveria organizar-se de outra forma, assumindo o controlo para conquistar a autonomia. Não estar limitada a avaliar resultados. Dispor de autogoverno e regras próprias.

As escolas têm que se autoinventar, reinventando o tempo e o espaço escolar, o processo de ensino-aprendizagem. A liderança tem que promover o sucesso escolar, ser estrutural, adotar um estilo de comunicação inspirador, empreendedora, participativa. E, a mudança, só pode ser voluntária e não imposta.

A importância do líder da escola se assumir como um coordenador de vontades, promovendo um ambiente identitário, relacional e afetivo na escola. A escola é uma comunidade de integração transbordante, que valoriza e incentiva a cidadania, as aptidões sociais.

A escola é espaço de socialização por excelência e a sua liderança deve ser respeitadora das diferenças e promotora da participação das famílias, num processo interativo, em ambiente de diálogo, de confiança e de respeito mútuo. O líder deve assumir um papel ativo na reconstrução de pontes com as famílias e a comunidade.

A moderação deste debate, dirigido particularmente às lideranças intermédias das escolas e realizado no auditório do Estádio Municipal de Leiria, esteve a cargo do diretor da Rede de Cooperação e Aprendizagem - Centro de Formação, o professor António Rodrigues.

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