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"Leiria Convida" recebe vencedora do Prémio Camões na biblioteca

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21 Setembro 2015

Hélia Correia, laureada com o Prémio Camões 2015, é a escritora do "Leiria Convida", no dia 26 de setembro, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria.

A escritora nasceu em Lisboa, em 1949, mas cresceu em Mafra, terra da família materna.

A autora estreou-se com O Separar das Águas, em 1981, e O Número dos Vivos, em 1982. A Casa Eterna (Prémio Máxima de Literatura, 2000), Lillias Fraser (Prémio de Ficção do Pen Club, 2001, e Prémio D. Dinis, 2002), Bastardia (Prémio Máxima de Literatura, 2006) e Adoecer (Prémio da Fundação Inês de Castro, 2010) são alguns títulos da sua bibliografia. Vinte degraus e outros contos foi publicado no ano passado (Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco 2014).

Embora tenha começado pela poesia, e seja possível argumentar que, enquanto ficcionista, nunca deixou de ser poeta, foi como prosadora que ganhou notoriedade e reconhecimento crítico. Estreou-se em 1981 com O Separar das Águas e, ao longo da década de oitenta publicou, além de A Pequena Morte / Esse Eterno Canto, um livro de poemas a meias com o seu companheiro Jaime Rocha – nome literário do jornalista Rui Ferreira e Sousa –, mais cinco volumes de ficção, incluindo O Número dos Vivos (1982) e a novela Montedemo (1983), obras geralmente aproximadas do realismo mágico.

A partir dos anos 90, vieram juntar-se à sua criação ficcional várias obras teatrais, é já no século XXI, em 2001, que publica aquele que é talvez o seu livro mais apreciado, Lillias Fraser, cuja história decorre entre 1746 e 1762 entre a Escócia e Portugal, abarcando o terramoto de Lisboa, que leva a protagonista a fugir para Mafra. O livro ganhou o prémio de Ficção do Pen Club.

E já em 2012, Hélia Correia protagonizou um regresso bastante extraordinário à poesia com A Terceira Miséria, um livro que é um único longo poema em várias partes, e que lê o presente à luz da lição da Grécia clássica, sugerindo que “A terceira miséria é esta, a de hoje. / A de quem já não ouve nem pergunta. / A de quem não recorda”.

 

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