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Redução da Sinistralidade tem de envolver o melhor da sociedade

Raul castro 1 675 2500
06 Março 2019

O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, defendeu esta quarta-feira que a redução da sinistralidade rodoviária em Portugal, pela dimensão que os números ainda assumem, tem de continuar no topo das prioridades do país e envolver o melhor de cada setor da sociedade.

Raul Castro falava na sessão de abertura do II Simpósio Ibérico de Segurança Rodoviária, que está a decorrer até sexta-feira na Escola Superior de Tecnologia e Gestão.

“Só com os melhores da ciência, das forças de segurança, do poder central e das autarquias, e das demais organizações com intervenção nesta área podemos construir modelos de ação com impacto real e duradouro”, disse, realçando a importância do contributo dos investigadores do Instituto Politécnico de Leiria e da Universidad de Extremadura, com a cooperação das autoridades de segurança e demais entidades envolvidas na prevenção.

O presidente da Câmara Municipal de Leiria realçou ainda a importância da aposta na formação dos mais jovens, revelando que, desde 2016, a Escola de Trânsito de Leiria já deu formação a mais de 4.100 alunos do 1.º ciclo do ensino básico.

“Neste projeto, não ambicionamos apenas educar os nossos alunos sobre aspetos práticos relativos à segurança rodoviária.

Entendemos que um dos conceitos mais importantes na formação de condutores ou peões é o da cidadania, o de saber respeitar o próximo e de saber utilizar o espaço público”, disse, numa intervenção em que reiterou a necessidade de melhorar as condições de segurança do IC2.

Na sessão, o presidente do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Rui Pedrosa, destacou o contributo que a instituição que lidera dá na área da segurança rodoviária, em dimensões como a educação, infraestruturas e mobilidade e ainda investigação e desenvolvimento relativos ao veículo automóvel.

O desenvolvimento de trabalho em conjunto com os municípios da Comunidade Intermunicipal de Região de Leiria (CIMRL) na área das infraestruturas e da mobilidade foi outro dos aspetos realçados pelo presidente do IPL, que destacou ainda a aposta nos meios de mobilidade suave, de que o projeto U-Bike é um bom exemplo.

José Andrés Campon, chefe de estudos da Guardia Civil, realçou a importância da cooperação transfronteiriça nesta área, que poderá beneficiar toda a Península Ibérica, e do estabelecimento de um equilíbrio entre mobilidade e segurança.

O presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Rui Soares Ribeiro, defendeu que a sinistralidade rodoviária deve ser encarada como um problema de saúde pública, nomeadamente por constituir a primeira causa de morte de jovens entre os 15 e os 25 anos.

Destacando a grande descida do número de vítimas de acidentes rodoviários que se regista em Portugal desde 1990, mas que entretanto estagnou, o novo líder da ANSR defendeu que é necessário desenvolver estratégias para dar novo impulso a esta tendência de descida.

Na sua intervenção, saudou a CIMRL, por ter sido das poucas que trouxe a academia para dentro do estudo e da elaboração de planos, o que fez toda a diferença.

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