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Lagoa da Ervedeira

A Lagoa da Ervedeira, classificada no âmbito do Biótipo Corine, localiza-se na freguesia do Coimbrão e ocupa uma área de 25 hectares cuja ocupação do solo é predominantemente florestal. As suas características particulares decorrem do seu substrato geológico e da sua posição relativamente ao litoral. A sua fauna aquática é constituída por Carpas (Cyprinuscarpio), Percas do Sol (Lepomisgibbosus) e Achigãs (Micropterussalmonoides), Pato Real (Anãs platyrhynchos) e a Galinha de Água (Gallinulachloropus). (Fonte: Relatório Ambiental de Avaliação Estratégica, Maio 2015, Município de Leiria, Geoatributo) A Lagoa da Ervedeira localiza-se junto da povoação de Ervedeira, no extremo norte do Concelho de Leiria, freguesia de Coimbrão, possuindo uma área de 25 ha.
Insere-se num cordão dunar, entre as Matas Nacionais do Urso e do Pedrógão. O seu nome deriva da palavra “ervado” que significa medronheiro. Apesar da sua localização a cerca de 6 km do litoral, não se trata de uma lagoa costeira. Situando-se numa área com uma topografia pouco acidentada, constituída por areias, arenitos e argilas, a sua formação deve-se a inserção da topografia da superfície com um aquífero livre. A altitude situa-se entre os 40 e os 60 metros, existindo algumas depressões encaixadas no terreno correspondentes a própria lagoa. Na paisagem da Lagoa é possível distinguir duas áreas diferenciadas; A cobertura de pinheiros bravos e arbustos que constitui a mata circundante e a lagoa propriamente dita, com as margens adjacentes. Este ecossistema natural de grande riqueza biológica constitui o habitat ideal para algumas espécies e representa um óptimo local para a Invernada de aves migradoras, pois é um sítio sossegado e com alimento abundante. Estes ecossistemas defendem ainda as terras interiores da agressão da salinidade, preservando os litorais da erosão marinha e funcionam como reguladores do clima. A zona oeste da Lagoa é composta por dunas que se dispõem em cordões sensivelmente paralelos ao litoral. A Este, os terrenos apresentam uma constituição igualmente arenosa, mas com materiais mais grosseiros, sendo que a lagoa estabelece a fronteira entre as duas formações, ambas bastante permeáveis. Conjuntamente com a Mata Nacional do Urso, a lagoa foi considerada um sítio de interesse para a Conservação da Natureza, encontrando-se classificada como Biótopo CORINE – Programa da Comunidade Europeia para sítios de interesse científico e conservação da natureza. De acordo com o “Programa CORINE Biótopos”, encontram-se nesta área espécies com o estatuto de conservação, de ameaças de extinção e importantes aves migratórias. Em relação a flora local, a lagoa encontra-se envolvida, na sua quase totalidade, por um povoamento florestal litoral, cuja espécie dominante e o pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e algumas manchas de pinheiro-manso (Pinus pinea), eucalipto (Eucalyptus globulus labill) e acácia (Acacia melanoxylon e Acacia dealbata). Também e possível encontrar aqui espécies de porte arbustivo como sendo o samouco (Myrica faya), o medronheiro (Arbutus unedo), a urze (Calluna vulgaris L. Salisb), a camarinheira (Corema album), entre outras. Surgem ainda o rosmaninho (Lavandula stoechas L.), o alecrim (Rosmanirus officinalis L.), o oregao (Organum vierens) e espécies dunares como o estorno (Amnophila arenaria). Na lagoa, a vegetação aquática é composta por extensos povoamentos de caniço (Phagonites australis), que constituem um importante abrigo para a nidificação de varias espécies de aves. Em termos faunísticos, foram identificadas na lagoa três espécies de peixe: a carpa (Cyprinus carpio), a perca-sol (Lepomis gibbosus) e o achiga (Micropterus salmonoides). As espécies mais comuns são anfíbios como a rã-verde (Rana perezi) e o sapo-comum (Bufo bufo). Na área circundante da lagoa foram identificados o sardão (Lacerta lepida), a lagartixa-do-mato-iberica (Psammodromus hispanicus), a cobra rateira (Malpolon monspessulanus) e a víbora-cornuda (Vipera lastestei), a qual esta ameaçada de extinção. De toda a fauna da Lagoa, a avifauna merece especial atenção pela sua representatividade na zona. Constituindo um importante nicho ornitológico, nomeadamente durante a época de Inverno, podem ser aqui encontradas 19 espécies de aves, distribuídas da seguinte forma: no pinhal periférico nidificam alguns casais de milhano (Milvus milvus) – espécie rara – de rola (Streptopelia tutur), de perdiz-vermelha (Alectoris rufa), de pato-real (Anas plathyrhynus) e de galinha-d’agua (Gallinula chloroposis). No caniçal marginal encontram-se a garça-pequena (Isobrynchus minutus), a fuinha-dos juncos (Cisticola jundicis) e o rouxinol-grande-dos-caniços (Acrocephalus arundinaceus). Por fim, em relação aos mamíferos, destacam-se as seguintes espécies: o musaranho-de-dentes-brancos (Crocidura russula), a toupeira (Talpa occidentalis), a lebre (Lepus capensis), o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), o rato-cego (Microtus lusitanicus), a gineta (Genetta genetta) e a raposa (Vulpes vulpes).

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