CML recebe Crachá de Ouro pela Liga dos Bombeiros Portugueses
A Câmara Municipal de Leiria (CML) foi hoje, dia 1 de abril, distinguida pela Liga dos Bombeiros Portugueses com o Crachá de Ouro, durante a cerimónia comemorativa dos 120 anos dos Bombeiros Municipais de Leiria. A distinção honorífica, destinada a reconhecer serviços relevantes de inquestionável contributo para a dignificação da causa dos Bombeiros, foi entregue a Raul Castro, Presidente da CML.
A Liga de Bombeiros Portugueses atribuiu ainda a distinção Fénix de Honra ao corpo de Bombeiros Municipal de Leiria, com o objetivo de "galardoar a prática de atos e/ou serviços altamente relevantes, de caráter amplamente abrangente e de inquestionável apreço, com vista à dignificação e promoção da causa dos Bombeiros e de Proteção e Socorro".
Durante a cerimónia foram também agraciados 28 bombeiros com a Medalha de Assiduidade da Liga dos Bombeiros Portugueses Grau Ouro 20 e 15 anos, Grau Prata 10 anos, e Grau Cobre 5 anos, "como forma de reconhecimento da sua presença efetiva, aliada ao bom comportamento demonstrado no desempenho das suas funções".
Chefe da Divisão de Proteção Civil e Bombeiros do Município de Leiria, Artur Figueiredo aproveitou a ocasião para defender a necessidade de desbloquear as carreiras dos bombeiros profissionais, por forma a evitar que, a curto prazo, haja falta de chefias intermédias. A criação de planos de formação nacionais para permitir a atualização dos seus conhecimentos técnicos foi outra das medidas que apontou.
Artur Figueiredo defendeu ainda a necessidade de dotar o corpo de Bombeiros Municipal de um efetivo com cerca de 70 elementos e considerou imperioso que as viaturas e equipamentos sejam atualizados, nos próximos anos, para que possam ser colmatadas algumas lacunas.
Em representação da Liga de Bombeiros Portugueses, José Ferreira afirmou que se deve estudar uma forma de financiar os municípios detentores de corpos de bombeiros. "As Câmaras Municipais, o Estado e as associações de bombeiros têm de encontrar um equilíbrio para que todas as associações de bombeiros possam ter os meios necessários ao cabal cumprimento das suas funções."
Raul Castro referiu, por sua vez, que a proteção civil do século XXI deixou de ser uma resposta apenas do Estado e das Autarquias. Defendeu, assim, uma cultura coletiva de proteção civil, através da adoção de novas atitudes e novos valores e comportamentos por parte da população.
"Temos de ser cidadãos informados e solidários, com conhecimento sobre perigos, normas de prevenção e atuação e capacidade de integração na organização coletiva da resposta à emergência", afirmou o Presidente do Município de Leiria.
