Villa Portela (2025)
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A reabilitação, requalificação, restauro e conservação da Villa Portela teve como objetivo reconverter o histórico espaço leiriense num Centro de Artes, aberto a toda a comunidade, dando cumprimento ao ensejo do seu antigo proprietário, Ricardo Charters d'Azevedo: "Estou a dar este espaços aos leirienses, através da Câmara Municipal".
Depois de consultadas diversas entidades para definição do conceito a adotar, nasceu o Centro de Artes Villa Portela, cujos trabalhos visam adaptar e transformar os espaços exteriores e todo o edificado num equipamento público cultural, com uma área de implantação dos edifícios de 2 mil m2 e uma zona verde/jardim de 17 mil m2.
No edifício principal, destaca-se a existência de áreas expositivas, áreas técnicas, biblioteca/sala de leitura e uma cafetaria aberta para o jardim, estando previstas, para os restantes edifícios, zonas de produção, oficinas e salas polivalentes adaptáveis a novas necessidades e novos programas.
Os jardins foram tratados e recuperados na sua totalidade, com a criação de espaço para eventos, um auditório ao ar livre, uma zona para crianças.
A Villa Portela, adquirida pelo Município em 2017 e classificada como Monumento de Interesse Municipal, foi uma grande propriedade urbana com áreas de cultivo, incluindo casa de habitação, diversos cómodos de apoio e uma vasta área ajardinada.
O edifício habitacional, do tipo chalé suíço, mas fortemente inspirado na arquitetura dos chalés ingleses de estilo vitoriano, foi construído nos finais do século XIX, tendo sido um dos primeiros imóveis da cidade a possuir casa de banho no seu interior equipada com águas quentes e frias.
É constituída por três pisos que albergam mais de 20 divisões, sendo o último piso em águas furtadas, com coberturas diferenciadas que rematam em cornija e beiral saliente.
A extensa área envolvente à habitação apresenta um conjunto de diversas espécies vegetais, de inegável valor ecológico para a cidade.
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