CML reduz dívida a fornecedores em 4,5 milhões de euros em 2011
A estratégia de rigor, contenção e transparência financeira adotada pela Câmara Municipal de Leiria (CML) traduziu-se na melhoria de resultados e indicadores económicos, refletidos nas Contas do Município de 2011, aprovadas ontem por maioria em reunião de Câmara.
São exemplo disso, os resultados positivos de 7,2 milhões de euros, a redução da dívida a fornecedores em 4,5 milhões de euros e a diminuição dos empréstimos de médio e longo prazo em 6,2 milhões de euros.
Apesar disso, o montante em dívida referente a empréstimos de médio e longo prazo ascende a 58,8 milhões de euros e as dívidas a fornecedores a 11,8 milhões de euros. "São resultados muito animadores, mas ainda existe um longo caminho a percorrer para a recuperação financeira do Município", afirma Gonçalo Lopes, Vice-Presidente da CML.
Também prova disso é o facto de o passivo, em 2011, ser ainda de 123 milhões de euros, embora tenha sofrido uma diminuição de 3,1 milhões de euros em relação a 2010.
Apesar das transferências do Orçamento do Estado terem diminuído e ambiente de recessão económica e crise financeira nacional e internacional, foi mantido o nível de execução de receitas em 2010. Assim, em 2011, o nível de receita fixou-se em 64,5 milhões de euros.
Uma melhor execução da receita ficou comprometida com a não concretização da venda do Topo Norte do Estádio Municipal de Leiria, devido à apresentação de uma providência cautelar por parte de militantes do PSD, que afastou potenciais interessados no negócio.
Importa ainda salientar que no ano de 2011, o Município não recorreu a qualquer empréstimo bancário, tendo ainda obtido um excelente desempenho ao arrecadar verbas de fundos comunitários no valor de 5,4 milhões de euros, o montante mais elevado dos últimos seis anos.
Os indicadores económicos e financeiros demonstram, assim, evidentes melhorias, nomeadamente na taxa de execução na ótica dos pagamentos, que se cifrou em 54%, enquanto em 2010 foi de 42% e em 2009 de 52%. O prazo médio de pagamentos também registou uma melhoria significativa, ao diminuir de 117 dias em 2010 para 94 dias em 2011.
Além disso, a despesa com pessoal por habitante do concelho passou de 110 euros, em 2010, para 100 euros no ano passado, devido à diminuição do número de funcionários e do pagamento de horas extraordinárias.
É ainda de destacar o investimento realizado por habitante, que cresceu de 78,5 euros em 2010 para 95 euros em 2011.
"Face a estes indicadores económicos, podemos concluir que o esforço alcançado em 2011 na poupança de despesas correntes permitiu o reforço do investimento municipal", refere Gonçalo Lopes.
Leiria, 12 de abril de 2012
