Contenção de custos leva a redução de 60 mil euros na Cultura
A redução de receitas municipais em 2012 obrigou a Câmara Municipal de Leiria a introduzir novos cortes nas despesas na área da Cultura, em resposta às dificuldades financeiras que afetam a sua atividade, agravadas com a entrada em vigor da Lei dos Compromissos. Esta política de contenção de custos traduz-se numa poupança de 60 mil euros este ano.
Ao contrário do que sucedeu nos dois últimos anos, em 2012 não haverá recriações históricas no Castelo de Leiria, apesar do financiamento deste evento ter contado com fundos comunitários de 85% em anos anteriores. No âmbito das iniciativas de animação do Castelo, deixaram ainda de se realizar as ceias medievais, alusivas a diferentes períodos históricos.
O Festival de Fanfarras, que decorria todos os anos em junho, foi igualmente cancelado e a programação da Praça Viva - que tem animado os verões em Leiria, em Monte Real e na Praia do Pedrógão com música, dança e teatro - também sofreu cortes significativos. Além da diminuição do número de espetáculos, estes passarão a ser realizados em parceria com grupos e associações recreativas do concelho.
Além disso, a Câmara de Leiria reduziu para metade a programação financiada por fundos comunitários, ou seja, de 30 mil para 15 mil euros, no âmbito dos programas Cultrede e Recentrar, financiados entre 80 e 85% pelo QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). Por outro lado, este ano haverá menos uma exposição no edifício do ex-Banco de Portugal, em relação a 2011.
A Leiriagenda também será afetada por estes cortes, com a alteração do formato atual para apenas oito páginas, já a partir de junho, o que se traduzirá numa redução dos custos de cerca de 1500 euros por mês.
Com estas as medidas, a Câmara Municipal de Leiria prevê reduzir 60 mil euros com a organização e promoção de eventos em 2012, dos quais 35 mil poderiam ser financiados pelo QREN.
