Exercício avalia comando de operações em caso de sismo
Um sismo de magnitude 6.5 na escala de Richter "provocou" hoje 30 mortos, 80 feridos ligeiros, 18 feridos graves, 60 desalojados e 20 desaparecidos na área do Centro Histórico de Leiria. O exercício foi criado por um grupo de elementos da proteção civil municipal e das corporações dos bombeiros do concelho de Leiria, com a finalidade de testar a capacidade de resposta das várias entidades que participaram neste exercício, embora apenas ao nível da cadeia de comando.
Ao longo de toda a tarde, as entidades envolvidas neste exercício foram confrontadas com diferentes ocorrências a que tinham de ir dando resposta, como a derrocada de edifícios, de pontes e da torre sineira, incêndios, a fuga de detidos, a contaminação de linhas de água e a evacuação de um grupo de 40 turistas.
O exercício, que teve início às 14h55 tendo sido prolongado até às 17h15, definiu como área afetada pelo sismo o Centro Histórico de Leiria, num raio aproximado de 4km. No total, a cadeia de comando mobilizou 250 bombeiros do concelho de Leiria e de concelhos limítrofes, distribuídos por 25 equipas.
Artur Figueiredo, comandante dos Bombeiros Municipais de Leiria e coordenador das operações de comando, defendeu a necessidade deste tipo de exercícios serem treinados, pelo menos, uma vez por ano e anunciou que, até ao final deste ano ou fim do primeiro trimestre de 2013, deverá ocorrer um simulacro de uma situação de emergência no concelho de Leiria, com meios no terreno.
"Há sempre correções a fazer, mas o objetivo foi cumprido. A cidade de Leiria pode contar com esta estrutura para uma situação real", afirmou Artur Figueiredo. Já o Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, salientou a importância da realização deste tipo de exercícios, em que participou. "Se os nossos profissionais estiverem preparados para atuar em situações de emergência, a resposta aos cidadãos será melhor."
Confiante que se suceder algum tipo de catástrofe em Leiria haverá capacidade de resposta, Raul Castro revelou ainda que, dentro em breve, decorrerá uma simulação de incêndio ou de outro tipo de calamidade, no edifício da Câmara Municipal de Leiria, e alertou para a necessidade de as empresas também efetuarem simulacros para que os seus colaboradores estejam preparados para cenários de catástrofe.
Este exercício permitiu testar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Leiria, coordenar os meios de socorro e emergência em conformidade com a avaliação dos riscos e evolução da situação, estabelecer linhas de orientação para a correta execução da marcha geral de operações no incidente e desenvolver procedimentos de planeamento, coordenação e de conduta de operações que ajudem a melhorar as condições de atuação em situações de emergência.
Pretendeu-se ainda testar a resposta do Centro Municipal de Operações de Socorro de Leiria, a capacidade de decisão e controlo dos intervenientes e retirar conclusões que permitam atualizar e elaborar Planos Prévios de Intervenção, complementares ao Plano Municipal de Emergência.
Participaram neste exercício o Presidente da Câmara Municipal de Leiria, as quatro corporações de bombeiros do concelho, Cruz Vermelha, INEM, PSP, GNR, RA4, Serviço Municipal de Proteção Civil, EDP, Lusitânia Gás e alguns elementos da Comissão Municipal de Proteção Civil.
Leiria, 30 de abril de 2011
