“As Voltas do Moinho - exposição & oficinas no coletivo” celebrou a arte e a natureza no Moinho do Papel
Exposição coletiva reuniu dez artistas leirienses e atraiu mais de oito mil visitantes.
A exposição “As Voltas do Moinho- exposição & oficinas no coletivo”, que esteve patente no Moinho do Papel, em Leiria, encerrou após quase seis meses de intensa atividade artística e, num balanço final, confirma-se o grande sucesso desta mostra que reuniu dez artistas leirienses e se destacou como uma marcante iniciativa cultural.
Tendo recebido 8.240 visitantes e contado com 368 participantes nas 14 atividades paralelas realizadas, “As Voltas do Moinho - exposição & oficinas no coletivo” propôs um diálogo criativo entre arte, património e natureza, cruzando diferentes expressões artísticas — da pintura à escultura, da instalação à música, dança, fotografia e arte digital.
Entre os artistas participantes, Nídia Nair Marques apresentou obras como “Composições Dinâmicas”, “Na Palma da Mão” e “Sem Destinatário?”, explorando a simbologia do papel e da correspondência. João M. Gil trouxe o olhar fotográfico e contemplativo de “Panorâmica Impossível” e “O Triunfo das Plantas”, captando a força da paisagem ribeirinha do Liz.
Ana Luísa Braga Cunha destacou-se com a série “O Corpo e a Dança” e com a instalação têxtil “A Sesta de um Fauno”, além da parceria com Inesa Markava em “Moinho Imaginário”, uma vídeo-instalação de forte carga poética.
A escultura esteve representada nas peças de Sílvia Patrício, inspiradas em aves como o Andorinha e o Guarda-Rios, e nas obras em pasta de papel de Cristina Ramos Sousa, reunidas sob o título “Água Suspensa”.
Sandra Portela apresentou as ilustrações “A Cegonha” e “A Garça”, enquanto Paulo Cruz expôs pinturas e desenhos como “O Burro”, “As Voltas do Moinho” e as aguarelas “A Carpa” e “Corvo Marinho”.
A dimensão sonora e performativa da mostra ficou a cargo de Dulce Silva, autora das instalações “Cronos”, “Haiku”, “Papel” e “Pão”, realizadas em colaboração com Sérgio Carvalho, que também assinou a obra “Emília Caseiro” e conduziu a oficina inaugural “Pintura com Pigmentos Orgânicos”.
Inicialmente prevista até junho, a exposição foi prolongada até 31 de agosto, face à forte adesão do público. No encerramento, Nídia Nair Marques, em representação da equipa artística, sublinhou “o empenho e o dinamismo de todos os participantes, que muito contribuíram para a valorização do Moinho do Papel e da arte contemporânea local”.
Com um balanço amplamente positivo, “As Voltas do Moinho” afirmou-se como um projeto singular, que uniu a criação artística ao património histórico, reforçando a relevância do Moinho do Papel como espaço de encontro, experimentação e partilha cultural.
