“Raízes de Mulher: Sementes de Futuro” inaugura no Dia da Mulher e assinala reabertura do Agromuseu Dona Julinha após tempestade Kristin
O Agromuseu Municipal Dona Julinha recebe, no próximo dia 8 de março, às 11h00, a inauguração da exposição “Raízes de Mulher: Sementes de Futuro”, uma iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro que valoriza o contributo feminino para a agricultura e para a sustentabilidade dos territórios. Esta data assinala também o Dia Internacional da Mulher, reforçando o carácter simbólico da mostra.
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Após ter estado patente na Casa da Escrita, em Coimbra, a exposição chega agora a Leiria, reforçando o seu carácter itinerante e a aposta na descentralização cultural. A circulação por diferentes municípios da região Centro permite aproximar estas histórias e testemunhos de novos públicos, divulgando experiências de agricultoras, pastoras, investigadoras e empreendedoras que combinam tradição e inovação. A reabertura do Agromuseu, que esteve fechado devido aos danos provocados pela Tempestade Kristin, confere à ocasião um significado adicional. As obras de reabilitação devolveram à comunidade um espaço emblemático da memória rural do concelho, permitindo que o museu continue a cumprir a sua missão cultural e educativa.
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Instalada num espaço que recria o ambiente de uma grande casa agrícola da região, a exposição combina fotografia histórica, documentação de arquivo e testemunhos audiovisuais atuais. Entre os materiais expostos, encontram-se imagens provenientes da Fundação Calouste Gulbenkian e do Arquivo Municipal de Lisboa, que revelam o papel determinante das mulheres na construção e manutenção das economias agrícolas. Mais do que assinalar a reabertura do museu, este evento representa um compromisso com a preservação da memória coletiva, a dinamização cultural e a promoção da igualdade de género no setor agrícola. No cenário agora requalificado, o Agromuseu Municipal Dona Julinha volta a afirmar-se como lugar de encontro entre passado e futuro, celebrando a força transformadora das mulheres e a capacidade de regeneração do território.
