Catástrofes, Conflitos e Atentados ao Património Cultural – Mesa Redonda no Castelo de Leiria
O Castelo de Leiria irá organizar. no próximo dia 4 de maio, às 15h00, uma mesa-redonda intitulada Catástrofes, Conflitos e Atentados ao Património Cultural.
Na base deste encontro está a exposição de fotografia, patente na Torre de Menagem do Castelo de Leiria, organizada no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, com o propósito de “mostrar para não deixar esquecer”.
Trata-se de uma exposição centrada em trabalhos fotojornalísticos internacionais, que nos leva até Palmyra (Síria), Lahore (Paquistão), Bamyan (Afeganistão), Kabaka (Uganda), entre outros lugares, onde as catástrofes, os conflitos e os atentados deixaram um rasto de destruição irreparável no património cultural.
A sessão de boas-vindas aos palestrantes e convidados será realizada pela Vice-presidente da Câmara Municipal de Leiria, Anabela Fernandes da Graça. A moderação da mesa-redonda ficará a cargo de Luís Raposo, Membro do Conselho Executivo do ICOM Mundial, que dará o mote para o debate através da apresentação de uma comunicação intitulada “Património Cultural, destruições humanas e catástrofes naturais”.
Segue-se a discussão entre os restantes especialistas convidados, nomeadamente Margarida Donas Botto (Museus e Monumentos de Portugal E.P. / ICOMOS), Carlos Fabião (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), Judite Primo (Universidade Lusófona / Cátedra UNESCO), António Ginja (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra).
Considera-se que os museus, os monumentos, as cidades protegidas – o património cultural no seu todo – representam a preservação da memória. São, portanto, baluartes de resistência contra a irreversível passagem do tempo. Mas, por outro lado, as catástrofes, os conflitos e os atentados sobre este mesmo património cultural, aniquilam o perpetuar dessas memórias - sejam elas pessoais ou coletivas - pois, não raras as vezes, a destruição é total.
Através desta exposição e mesa-redonda, o Município de Leiria, através do Castelo de Leiria, pretende que não se deixe esquecer. Não deixar esquecer os atentados praticados pela crueldade. Não deixar esquecer a destruição inerente dos conflitos. Não deixar esquecer as catástrofes provindas dos fenómenos naturais.
