Leiria e Tokushima comemoram 47 anos de geminação
Uma delegação de Tokushima (Japão) é recebida em Leiria entre os dias 09 e 12 de março, no âmbito das comemorações dos 47 anos de geminação entre as duas cidades.
Para assinalar o aniversário com aquela que é a mais antiga das cidades geminadas com Leiria (5 de setembro de 1969), realizam-se diversas iniciativas, entre as quais a inauguração, no dia 10, de uma exposição na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira e que está a ser organizada, à semelhança de anos anteriores, por alunos da Universidade de Tokushima em parceria com o grupo de escuteiros da Cruz d'Areia e a EB1/JI da Cruz d'Areia.
O Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro presidirá a esta inauguração que terá lugar pelas 14:30, numa sessão que conta ainda com um momento musical apresentado pelos alunos da EB1/JI da Cruz d'Areia.
Pelas 15:30 realiza-se uma degustação de gastronomia típica de Tokushima e de Portugal (intercâmbio gastronómico), da responsabilidade de alunas da Universidade de Tokushima em parceria com a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, pólo do IPL.
Às 17:00 tem lugar uma oficina de Origami ministrada por Mário Coelho, funcionário do Município de Leiria, e uma oficina de Olaria a cargo de Maria Helena Ferreira.
Uma demonstração de kendo, pelo Fudoshin - Clube de Kendo de Leiria, decorre às 18:00, encerrando desta forma as atividades comemorativas a terem lugar na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira.
A geminação entre Leiria e Tokushima
Corria o ano de 1967 quando o Governo Civil de Leiria, pelo facto de ter recebido um ofício do Ministério dos Negócios Estrangeiros a solicitar o seu empenhamento para uma eventual geminação entre Leiria e a cidade japonesa de Tokushima, diligenciou junto da Câmara Municipal sobre tal viabilidade.
A principal causa do interesse para essa geminação assentava no estudo que Armando Martins Janeira, que naquele período era o Embaixador português no Japão, fizera sobre a figura de Wenceslau de Moraes, que abandonara a carreira militar e diplomática e fixara residência em Tokushima, após ter acompanhado o corpo da jovem a quem se unira e que fizera questão de sepultar na sua terra natal. Os livros que escreveu sobre o Japão serviram para apresentar o país à Europa, tendo sido também ele grande divulgador da cultura ocidental no Oriente. No topo do Monte Bizau, local particularmente apreciado por esta figura, situa-se o Museu Moraes, com uma exposição permanente onde estão patentes os seus pertences.
