Leiria encerra 2025 com mais de 420 mil visitantes nos museus, património e equipamentos culturais (Atualizada)
(Notícia atualizada)
O Município de Leiria encerrou o ano de 2025 com números muito expressivos na área da cultura, ultrapassando os 420 mil visitantes no conjunto da Rede de Museus e Património Cultural e dos principais equipamentos culturais municipais. Estes resultados refletem uma estratégia cultural consistente, sustentada numa programação diversificada, acessível e de elevada qualidade artística e científica, fortemente articulada com a comunidade.
Ao longo de doze meses, museus, monumentos, galerias, teatros e espaços de criação artística afirmaram-se como plataformas de conhecimento, participação e criação, reforçando a cultura enquanto vetor estruturante da identidade local, da coesão social, da educação não formal e da inovação criativa.
Rede de Museus e Património Cultural ultrapassa 177 mil visitantes
A Rede de Museus e Património Cultural registou mais de 177 mil visitantes em 2025, com destaque para o Castelo de Leiria, que voltou a ser o espaço mais visitado, com 121 371 visitantes, no ano em que a programação evocou os 700 anos da morte do rei D. Dinis, através de visitas guiadas, percursos encenados, concertos e iniciativas científicas.
O Museu de Leiria recebeu 14 751 visitantes, afirmando-se como espaço de articulação entre arte, história e pensamento contemporâneo. O principal eixo programático foi a exposição “Adriano de Sousa Lopes (1879–1944), o pintor-poeta”, que contabilizou 6 578 visitantes até ao final de 2025 e se prolonga até dezembro de 2026.
O Centro de Diálogo Intercultural de Leiria (CDIL) — Igreja da Misericórdia e Casa dos Pintores — registou 13 991 visitantes, sendo de salientar a reabertura da Casa dos Pintores, em julho, após reabilitação, com 854 visitantes até final do ano.
O m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento recebeu 14 254 visitantes, consolidando-se como museu-laboratório orientado para a experimentação visual e a investigação histórica. O Moinho do Papel registou 12 621 visitantes, destacando-se na articulação entre património industrial, criação artística e envolvimento comunitário.
O Agromuseu Municipal D. Julinha contabilizou 2 535 visitantes, mantendo uma programação centrada na transmissão de saberes tradicionais e na educação intergeracional. Já o Centro de Interpretação do Abrigo do Lagar Velho – Vale do Lapedo recebeu 401 visitantes, num ano marcado pela continuidade dos trabalhos de requalificação e investigação científica.
Equipamentos culturais ultrapassam 250 mil visitantes
Paralelamente, os equipamentos culturais do concelho registaram mais de 160 mil visitantes em 2025, evidenciando a vitalidade do panorama cultural urbano e o impacto do investimento contínuo na programação.
O Centro Cultural Mercado de Sant’Ana foi o equipamento com maior afluência, com 108 742 visitantes, incluindo as valências do Pátio e do Auditório. O Teatro Miguel Franco recebeu 27 891 espectadores, e o Teatro José Lúcio da Silva, 92 154 espetadores, consolidando o seu papel central nas artes performativas.
O Banco das Artes Galeria (BAG) contabilizou 11 003 visitantes, registando um crescimento de 6,2% face a 2024. O espaço destacou-se pelas exposições “Entre Espaços”, de Gabriel e Gilberto Colaço, e “Um olhar itinerante — obras da coleção da Fundação PLMJ”, além de projetos especiais e programas educativos com entrada livre.
O STAY LAB – Galeria Manuel Artur dos Santos recebeu 9 457 visitantes, afirmando-se como espaço de criação jovem, colaborativa e formativa. A Black Box – Plataforma de Criação Artística de Leiria registou 4 733 visitantes, o que representa um aumento de 114% face a 2024, ano da sua inauguração, destacando-se pela aposta na experimentação artística e na mediação cultural. O Cine-Teatro de Monte Real contabilizou 998 visitantes, mantendo uma programação regular de proximidade.
Cultura como eixo estratégico de desenvolvimento
Para além da programação pública, o Município de Leiria deu continuidade a projetos estruturantes de investigação, digitalização, inventário, conservação e restauro dos seus acervos museológicos e de arte pública, reforçando uma visão integrada da cultura enquanto bem comum e recurso ativo de valor cultural, educativo, social e económico,
Os resultados de 2025 confirmam a consolidação de um modelo cultural coerente e integrado, em que os residentes no concelho não pagam entrada nos espaços culturais do Município, afirmando Leiria como uma referência nacional na gestão do património e na museologia contemporânea.
