Município de Leiria inicia combate local às alterações climáticas
O vereador do Ambiente na Câmara de Leiria, Ricardo Santos, afirmou esta terça-feira que o desenvolvimento de uma Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas pelo Município deve ser visto como o ponto de partida para um novo paradigma de relacionamento entre a espécie humana e um planeta que se encontra no limite da sua capacidade de suportar as agressões resultantes da voracidade imparável das sociedades modernas.
“Devemos olhar para esta proposta não apenas com esperança, mas sobretudo com a determinação necessária para superar a natural resistência à adoção de medidas que rompem com o comodismo de quem delega em terceiros a responsabilidade de defender um futuro que é de todos”, disse o vereador, na sessão de abertura do seminário de lançamento da elaboração do Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, que decorreu no Teatro Miguel Franco.
“Pretendemos tornar o concelho de Leiria mais resiliente às vulnerabilidades atuais e futuras, com um plano de ação em áreas tão variadas como a educação e sensibilização pública, promoção da eficiência energética, planeamento e ordenamento do território, redução de risco de incêndios e cheias, o uso eficiente da água ou o incentivo de práticas agrícolas sustentáveis”, destacou o vereador, acrescentando que o plano identifica ainda a necessidade de agir contra a erosão costeira, em defesa das linhas de água, de otimizar os sistemas de abastecimento de água, fomentar o uso de fontes de energia renováveis, tal como um plano de mobilidade sustentável, entre outras medidas que terão um impacto decisivo no desenvolvimento de uma economia competitiva, resiliente e de baixo carbono, contribuindo para um novo paradigma de desenvolvimento para Portugal.
Segundo Ricardo Santos, o desafio que agora se coloca é o de convocar toda a sociedade para a participação numa causa que é de todos.
“Felizmente, verificamos que, no que diz respeito aos projetos que contribuem para a melhoria do nosso ambiente, a adesão por parte dos leirienses, em especial dos jovens, é espontânea e genuína”, disse, defendendo que este entusiasmo constitui um capital precioso que deve ser rentabilizado ao máximo para que a implementação das ações propostas na Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas pelo Município de Leiria constitua um verdadeiro momento de viragem na construção de uma sociedade verdadeiramente sustentável.
Um plano decisivo para o futuro do concelho
Na sessão de encerramento, o vice-presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, considerou que a elaboração de uma estratégia municipal de adaptação às alterações climáticas “constitui um marco decisivo para o futuro do concelho de Leiria e de todos quantos aqui vivem ou trabalham”.
“Este plano ilustra a preocupação do Município de Leiria no desenvolvimento de políticas sustentáveis na área do ambiente, ancoradas numa visão estratégica e sobretudo em planos de ação”, disse, realçando que “este é o momento de passar das palavras aos atos e de colocar em prática um modelo de desenvolvimento que garanta um equilíbrio no consumo dos recursos disponíveis, promovendo igualmente a sua regeneração.
Queremos estar no pelotão da frente desta batalha, que consideramos decisiva, em defesa do planeta que habitamos”.
Refira-se que a sessão contou ainda com intervenções sobre temas como “As alterações climáticas e a região de Leiria”, pelo professor António Lopes, do IGOT - Instituto de Geografia e Ordenamento do Território – Universidade de Lisboa, “Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Leiria”, por Margarida Morais, da Câmara Municipal de Leiria, sendo o “Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Leiria: objetivos e processo de elaboração”, apresentado por Sérgio Barroso, do CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano. A apresentação do Conselho Local de Adaptação de Leiria ficou a cargo de João Telha, do CEDRU.
