Município de Leiria investiu mais de 4 milhões de euros na área social em 2025, apoiando 82 entidades e centenas de famílias
O Município de Leiria investiu, em 2025, um total de 4.034.103,01 euros na área social, dos quais 3.322.540,44 euros destinados ao apoio ao setor social, que abrangeu 82 entidades do concelho, e 711.562,57 euros em apoios diretos às famílias, aplicados em áreas como habitação, saúde, emergência social e mobilidade, beneficiando centenas de pessoas e agregados familiares.
No que respeita aos apoios diretos às famílias, a maior fatia do investimento foi destinada ao Programa de Comparticipação ao Arrendamento, que absorveu 408.939,82 euros, apoiando 279 famílias.
Seguiu-se a Comparticipação na Aquisição de Medicamentos, com 113.475,34 euros, que chegou a 549 beneficiários, e o Fundo Municipal de Emergência Social, com um investimento de 100.265,31 euros, apoiando 62 pessoas.
Entre outras medidas, destacam-se ainda os Apoios Económicos de Caráter Eventual (65.575,28 euros), o programa Táxi 65+ (13.561,60 euros) e os Apoios de Emergência Social (9.745,22 euros).
Comparativamente a 2024, registaram-se aumentos no apoio ao arrendamento, nos apoios económicos eventuais e nos apoios de emergência social, enquanto o Fundo Municipal de Emergência Social e o Táxi 65+ apresentaram decréscimos. O apoio à aquisição de medicamentos teve apenas um ligeiro acréscimo.
Relativamente ao apoio ao setor social, a autarquia apoiou 82 entidades, com um investimento global de 3.322.540,44 euros, destacando-se uma forte aposta junto das instituições que se encontram a construir Creches.
Quanto ao perfil dos beneficiários, a maioria é de nacionalidade portuguesa, variando o tipo de agregado e a situação face ao emprego consoante o programa. No apoio ao arrendamento predominam agregados nucleares e monoparentais, maioritariamente com emprego. Já nos apoios à medicação e no Fundo Municipal de Emergência Social, são mais frequentes beneficiários isolados, pensionistas ou desempregados.
O Município não regista, de forma geral, um crescimento significativo dos pedidos por parte de famílias estrangeiras. Ainda assim, verificou-se um ligeiro aumento nos pedidos de apoio ao arrendamento, que passaram de 29 em 2024 para 35 em 2025, enquanto os pedidos relacionados com medicamentos e emergência social diminuíram.
As áreas com maior procura de apoio continuam a ser a medicação e a habitação, sendo esta última identificada pelo Município como a principal preocupação social.
No final de 2025, encontravam-se 166 pedidos de continuidade de habitação social e 42 pedidos de reforço, números semelhantes aos do ano anterior. A autarquia assegura que não se registou um aumento de atrasos no pagamento das rendas da habitação social.
Para 2026, o Município prevê um orçamento global de cerca de 3,5 milhões de euros para a área social, com destaque para o alargamento do Programa de Comparticipação ao Arrendamento e o reforço de projetos dirigidos a grupos específicos, como o Isto é Obra e o Entre Tetos e Afetos.
