Porto Femme no Mimo em Leiria
Em junho o Porto Femme viaja até ao Mimo, em Leiria, para uma sessão especial no feminino.
O Porto Femme estará na cidade com um programa de filmes com temática diversas, mas em todos a mulher estará no centro.
O programa levará a Leiria alguns dos filmes que foram premiados na última edição. Os filmes abordam a sexulidade feminina, a violência contra as mulheres, identidade de género, direitos humanos; entre outros.
Porto Femme Festival Internacional de Cinema
Um festival de cinema que exibe e divulga o trabalho das mulheres na sétima arte, promovendo a igualdade e o empoderamento destas no universo cinematográfico.
Cinema realizado por pessoas que se identifiquem como mulheres, protagonizado por mulheres, sobre temáticas de mulheres, mas que, no fundo, é apenas cinema para todos os géneros.
Através dos filmes pretende-se educar e informar o público para as questões sociais e políticas que afetam as mulheres no mundo e dar voz aos feminismos, procurando abranger os vários grupos e lutas.
O evento pretende ser um ponto de partilha, debate e criação para todxs aquelxs que amam o cinema.
Acreditamos que com o nosso projecto seremos capazes de dar passos para a realização da igualdade de género nas artes.
O programa reflecte a diversidade de géneros, temas e línguas. PORTO FEMME tem uma oferta variada e apelativa para o público, que inclui sessões competitivas, exibições, workshops, debates, sessões de perguntas e respostas, exposições e concertos.
O festival está actualmente a preparar a sua 5ª edição, que terá lugar em Setembro de 2022.
Proposta de Filmes:
● Rever, Raquel Gandra, Brasil, Melhor Filme Experimental
● The Gallery - Cordula Rieger, Austria, Menção Especial Documentário Competição Estudantes
● Babines, Emile Praneuf, Bélgica, Competição Internacional Animação
● Way of Sylvie, Verica Pospíšilová Kordić, República Checa, Melhor Filme de Animação
● Shedding skin, Katherina Harder Scare, Espanha, Melhor Ficção Competição Estudantes
● Camille and I, Marie Cogné, França, Melhor Filme Ficção e Prémio Lutas e Direitos das Mulheres
SEE AGAIN |REVER
REVER
França/Brasil | France/Brazil | 03'22"| 2020
Realizadora|Director: Raquel Gandra
Elenco|Cast: Joyce Lainé, Raquel Gandra
Produção|Production: MTK Labs, Hernani Heffner, Raquel Gandra
Sinopse
Rever como olhar de/o novo. Rêver como sonhar. A palavra-palíndromo instaura os sentidos possíveis das inutilezas do onírico. O corpo ritualiza o gesto e a palavra materializa o som. Movimento e fala, experimentados em versões e repetições, tornam-se unidades de potência, versos contemplativos que se perdem no ninho de indeterminação, à espreita da poesia que habita às margens da intenção.
Biografia
Raquel Gandra é artista visual, fotógrafa e andarilha. Sua trajetória perpassa diferentes técnicas e práticas, compreendendo o dispositivo de criação de imagens como meio fortuito para dar a ver/conhecer/imaginar o outro e nós mesmos através de encontros e deslocamentos, tangenciando lacunas e questionando a maneira como enxergamos a própria realidade. Raquel acredita na potência da restrição e da precariedade assim como no acaso e na intuição como ingredientes perfeitos para o processo de criação. Interessada em uma abordagem mais poética, busca imagens porosas e expressivas que acontecem entre a materialidade e a imaginação. Por todos estes motivos, tem um carinho especial pelo analógico enquanto um caminho propenso ao imprevisível e à inexatidão. Ao longos dos anos, realizou diversos curta-metragens exibidos em Festivais de Cinema no Brasil e no mundo. Dentre eles destacam-se O Alerta, realizado inteiramente com imagens de arquivo e vencedor do Prêmio de Melhor Filme no Festival Recine (RJ) e A Gal and a Gun, planejado, realizado e montado diretamente em Super8 e vencedor dos Prêmios de Melhor Direção e Melhor Montagem pelo Curta8 (Curitiba).
THE GALLERY | A GALERIA
THE GALLERY
Áustria | 08'06"| 2021
Realizadora: Cordula Rieger
Elenco: Flora, Giovanna, Hannah, Hannah, KT, Lisa, Lola, Mariette, Micòl, Paula, Schall
Produção: Universität fur Musik und Darstellende Kunst Wien, Filmakademie Wien, Sixpack Film
Escola: Filmakademie Wien
Sinopse
Em um espírito de sororidade* e solidariedade, as integrantes do grupo interseccional feminista Femplak_Wien se reúnem para expressar em palavras a violência sexualizada que sofreram. Este filme acompanha a coragem desse grupo que, por meio de uma de suas ações, transforma suas histórias individuais em força coletiva.
Biografia
Cordula Rieger é estudante de cinema francesa e austríaca, nascida em 2000. Desde outubro de 2020, estuda direção na turma de Michael Haneke na Filmakademie Wien. Escreveu e dirigiu vários curtas-metragens de ficção e experimentais, bem como documentários. Rompendo com as representações predominantes das mulheres como vítimas passivas, ela dirigiu a peça Eine Frau. (2017), baseado na experiência de uma mulher participante da resistência austríaca durante a Segunda Guerra Mundial. Em 2018, escreveu, dirigiu e atuou no filme Antigone - I have no love for a friend who loves in words alone, que é um apelo à ação política. Um de seus últimos projetos como atriz foi para a Schauspielhaus Wien na peça die zukunft reicht uns nicht (klagt kinder klagt) (2017-19), escrita por Thomas Köck e dirigida por ele e Elsa-Sophie Jach, na qual ela era um membro do coro principal. O filme Gli appunti di Anna Azzori, dirigido por Constanze Ruhm do qual participou como atriz, foi apresentado no Fórum da Berlinale 2020.
BABINES| LÁBIOS
BABINES
Bélgica | Belgium |08'28"|2018
Realizadora|Director: Emilie Praneuf
Produção|Production: Atelier Jeunes Cineastes
Sinopse
Numa tarde de verão, uma mulher se acaricia, sozinha em sua cama. Em algum lugar entre uma viagem emocionante e um transe poético, Babines é uma ode ao prazer.
Biografia
Emilie Praneuf nasceu na França em 1984 e mora em Bruxelas desde 2006. Ela faz parte do coletivo artístico Collectif Wow! Criou e atuou em teatro, cinema e rádio. Emilie também tem feito experiências com direção e fotografia. Ela está interessada em processos de criação ou em como criar tendo como base a intimidade. Ela é uma desenhista autodidata há muitos anos. Ela descobriu a animação com Babines, junto com o videomaker e motion designer Ychaï Gassenbauer, também estudante de musicologia, teatro e vídeo, e com o diretor de criações sonoras/musicais Sebastien SCHMITZ, também professor de linguagem radiofônica no IHECS.
WAY OF SYLVIE | MODO DE SYLVIE
WAY OF SYLVIE
República Checa | Czech Republic | 12’24" | 2019
Realizadora|Director: Verica Pospíšilová Kordić
Produção|Production: Ondřej Šejnoha
Sinopse
A vida de Sylvie toca em um ritmo de responsabilidades. E ela é eficiente, perfeita, maravilhosa e - cansada. Um pequeno acidente acontece e tudo muda... ou talvez não.
Biografia
Verica Pospíšilová Kordić nasceu na Croácia em 1981 e mudou-se para a República Tcheca para continuar seus estudos de animação. Durante a produção de Way of Sylvie na FAMU, o enredo quase se tornou uma profecia auto-realizável, já que Verica se tornou mãe e, felizmente, ao contrário de Sylvie, esposa de um marido amoroso e apoiador.
SHEDDING SKIN |ESCAMAS
ESCAMAS
Espanha | Spain| 17'00" | 2020
Realizadora|Director: Katherina Harder Sacre
Elenco|Cast: Anna Casas, Violet Ferrer, María José Prieto, Redona Bello, Sara Ruiz, Gerard Miró, Hassan Sidiqui, Kimberly Hester, Emma Maguire
Produção|Production: María José García, Uriel Wisnia, Josefina Rozenwasser
Escola|School: Bande à Part Escuela de Cine
Sinopse
Alicia (39) é costureira. Trabalha desenhando e confeccionando roupas femininas, mas por trás dos tecidos esconde o segredo do próprio corpo; o incômodo e desconformidade que ela sente com ele após ter sido mastectomizada em decorrência de câncer de mama. Após a inundação acidental de seu apartamento, ela conhece Lúcia (41), uma mulher transexual que é sua nova vizinha. Apesar do primeiro encontro tenso que elas têm, essas mulheres se encontram novamente e começam a passar mais tempo juntas. Conforme o dia e a noite passam, elas começam a se reconhecer, ajudando uma à outra. Com o amanhecer, as duas mulheres encontrarão cura e liberdade no meio do mar.
Biografia
Katherina Harder Sacre (33), diretora de Cinema e TV, formada pela Universidade do Chile e mestre em Direção de Cinema pela Escola Bande à Part em Barcelona. Co-Fundadora e Diretora Artística do Festival Internacional de Cinema de Iquique - FICIQQ, com mais de 12 anos de existência. Diretora do premiado curta-metragem Guiding Sights (título original Memorias del viento) vencedor como Melhor Curta-Metragem no FICValdivia 2011, indicado ao Pedro Sienna Awards 2012 e selecionado em mais de 35 festivais internacionais, incluindo FICGuadalajara, DocumentaMadrid, Huesca, FIC Monterrey, Camerimage, entre outros. Com apenas 24 anos, dirigiu no canal TVN a bem-sucedida série 4to Medio, produzida pela PAROX, que teve duração de duas temporadas. Participou dos workshops de roteiro e de técnica de direção de atores Sanford Meisner na EICTV, Cuba. Em 2013 participou do campus de talentos do BAFICI e em 2020 foi selecionada para a Locarno Industry. Atualmente desenvolve projetos no Chile e na Espanha, onde fundou e atualmente dirige o Festival Internacional de Cinema de Idosos de Barcelona. No Chile, está finalizando seu novo curta-metragem Desert Lights e desenvolvendo o roteiro de seu longa-metragem Children of the wind, vencedor do fundo de desenvolvimento do Chile e premiado no SANFIC15 na seção Santiago Lab com o prêmio FICGuadalajara Ibero-American Co-Production Meeting. Recentemente, também foi cofundadora da produtora Volcánica Filmes, cujo objetivo é fortalecer a produção cinematográfica no norte do Chile.
CAMILLE AND I | CAMILLE E EU
CAMILLE ET MOI
França | France|18'14" | 2020
Realizadora|Director: Marie Cogné
Elenco|Cast: Camille Hugues, Chloé Renaud, Jeanne Arènes, Julien Urrutia, Agnès Oudot, Valentin Johner, Anna Mihalcea, Kloé Lang, Émilien Gobard, Clément Boissières, Jean-Matthieu Hublin, Simon Cottin-Marx, David Houri, Jérémie Graine, Hélène Rilly, Simon Sastre, Vivien Fish-Romito, Brigitte Faure, Arnaud Dupont, Gilles Carré, Valérie Moureaux, Marius Cogné Fraysse, Delphine Biard-Gobard, Émilie Desjardins, Juliette Allauzen, Cédric Moreau, Jean-Pierre Cogné, Sacha Cogné Fraysse, Mélanie Forret, Prosper Hillairet, Nicolas Rabaud, Julie Deh, Emmanuelle Lombard, Marie Parouty, Marie Bruno.
Produção|Production: Olivier Berlemont
Sinopse
Camille e eu conta a história de um casal de mulheres desde 2003 até hoje em vários momentos-chave da sua construção, desde que se assumiram até ao seu casamento, incluindo o nascimento de um filho. Seguimos a génese desta família por vezes em cenas de casais, por vezes através dos olhos de outros. Imagens ou palavras, mais ou menos marcantes, dolorosas ou engraçadas, sucedem-se numa multiplicidade de breves cenas, em diferentes momentos, em diferentes lugares, ao longo dos anos.
Biografia
Foi durante os seus estudos na Universidade de Paris 8 que Marie Cogné fez o seu primeiro
curta-metragem, em 16mm. Subsidiada pelo CNC (ajuda selectiva antes da produção) e realizada no âmbito da G.R.E.C., Les deux font l'oaire (2000) foi seleccionada para competição em Pantin, e ganhou o Prémio de Cinema Jovem e o Prémio de Línguas. Filme mais inovador no Festival FFCV em Paris. Trabalha também em filmes de outros realizadores. Em 2013, ela foi responsável pelas imagens na curta-metragem de Luc Battiston Amoureux Solitaires (numerosas selecções, incluindo Pantin, Clermont-Ferrand, e atribuído o Prémio de Qualidade CNC). Em 2017, editou a curta-metragem de animação La mort, Père et fils de Vincent Paronnaud (Winshlus) e Denis Walgenwitz (mais de 100 selecções em festivais e 19 prémios, nomeados para os Césares de 2019). Ao mesmo tempo, entre 2005 e 2016, produziu uma dúzia de filmes como Persepolis de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, La tourneuse de páginas de Denis Dercourt, Simon Werner has disappeared de Fabrice Gobert, Le Moine de Dominik Moll... (para Diaphana, 2.4.7. Filmes ou Eu Sou Feliz). Desde 2014, ensina na Universidade de Paris 8, como professora.
